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Iniciando seu calendário de atividades, o Núcleo Seccional da Escola da Magistratura Federal da 5ª Região (ESMAFE) realizou nessa terça-feira, 21/01, no 15º andar do edifício-sede da Justiça Federal no Ceará (JFCE), o Colóquio “Escolas judiciais e Academia: vamos conversar?”. Na ocasião, magistrados e representantes de universidades debateram sobre as interseções entre escolas judiciais e cursos de direito do estado do Ceará, bem como possíveis parcerias.

O Diretor do Núcleo Seccional da ESMAFE no Ceará, juiz federal Leonardo Resende, abriu o evento ressaltando que “já existe uma relação muito amistosa, mas há espaço ainda para aprofundar essas oportunidades de trocas de experiências, saberes, de compartilhamento de estruturas, porque certamente haverá ganhos tanto para quem vivencia a realidade do poder judiciário, juízes, servidores, colaboradores em geral, como também para a formação dos nossos futuros bacharéis, que podem vivenciar de uma maneira um pouco mais nítida as dificuldades, os desafios e as missões a cargo dos juízes e de suas equipes”.

A programação iniciou com a palestra “Juiz-professor: conciliando magistratura e magistério”, ministrada pelo juiz federal da 6ª Vara Federal da Seção Judiciária do Rio Grande do Norte e professor da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), Marco Bruno Miranda. O magistrado explicou a diferença entre professor-juiz e juiz-professor, explanou sobre sua experiência como professor universitário e a relação desta na melhoria do exercício da magistratura. “Tem algo muito especial que você recebe dos seus alunos que é motivação, idealismo e esperança. Imagina um juiz que vive em estado de letargia e desesperança, ele não vai julgar positivamente os fatos que lhes são colocados à apreciação”, colocou.

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Ressaltou ainda que “é impressionante como a experiência obtida por meio da atuação em sala de aula facilita a forma como administramos o curso de formação dos novos juízes, inclusive para perceber quais são as deficiências que eles enfrentam no momento que assumem a magistratura”.

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Ao final, foi realizada uma roda de conversa, mediada pelo juiz federal Júlio Coelho, vice-presidente da Associação dos Juízes Federais no Brasil (AJUFE). “Nós temos dois desafios, o primeiro é conscientizar sobre a importância da formação acadêmica para o juiz, e o segundo é fazer com que nós da Justiça tenhamos alguma voz também no ambiente acadêmico, até para contribuir para essa formação”, frisou.

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Participaram do debate o desembargador Heráclito Vieira, diretor da Escola de Magistratura do Estado do Ceará (ESMEC); o professor Maurício Benevides Filho, diretor da Faculdade de Direito da Universidade Federal do Ceará (UFC); o professor Gustavo Raposo, coordenador do mestrado profissional em Direito e Gestão de Conflitos da Universidade de Fortaleza (UNIFOR), e a professora Andréia Costa, coordenadora geral do curso de Direito da Unichristus.

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